Cooxupé reafirma expectativa de safra igual ou menor que ano passado

por | fev 7, 2025

As regiões cafeeiras do Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e Média Mogiana Paulista, onde a Cooxupé atua, enfrentam um cenário desafiador para a safra 2025. A cooperativa, que reúne mais de 20 mil produtores, aposta em tecnologia, manejo adequado e sustentabilidade para superar as dificuldades impostas pelo clima. Em entrevista, o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues, destacou as expectativas para a produção e os desafios que os cafeicultores devem enfrentar ao longo do ano.

Expectativa de safra semelhante ou menor em relação a 2024

As mudanças climáticas têm afetado a cafeicultura mundial, e no Brasil, a situação não é diferente. Segundo Rodrigues, a previsão é de que a safra 2025 seja similar ou até inferior à de 2024, devido aos impactos do clima, que afetam a produtividade desde 2021. “Acreditamos que a safra 2025 em nossa área de atuação deve ser muito parecida com a de 2024, para menor, justamente por conta das questões climáticas”, afirma.

Para minimizar esses efeitos, a cooperativa tem investido no Protocolo Gerações, uma iniciativa de melhoria contínua que visa aumentar a sustentabilidade na produção cafeeira e fortalecer os produtores diante das adversidades climáticas.

Preços recordes e oportunidades de investimento

Os impactos climáticos não são exclusividade do Brasil, afetando também importantes produtores como Vietnã e Indonésia. Como consequência, os preços do café alcançaram patamares recordes nos últimos meses. Para Rodrigues, esse é um momento estratégico para os cooperados da Cooxupé aproveitarem a valorização do produto e realizarem investimentos em suas lavouras, garantindo uma produção sustentável ao longo prazo. “Precisamos aproveitar essa oportunidade para fazer os investimentos necessários e nos amparar nos bons preços do café para chegarmos firmes na safra 2026”, destaca.

Chuvas trazem esperança, mas incerteza climática persiste

Embora as regiões cafeeiras tenham registrado bons volumes de chuva nos últimos meses, ainda há incertezas quanto ao futuro. “Mesmo com bons volumes de chuva, não sabemos o dia de amanhã, pois não temos mais as condições climáticas do passado”, alerta Rodrigues. Essa variabilidade climática reforça a necessidade de investimentos contínuos em manejo e tecnologias adaptativas para garantir boas produtividades no futuro.

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 O maior desafio do cafeicultor em 2025

O clima segue sendo o principal desafio para os produtores de café, exigindo mudanças nas práticas de cultivo. A adoção da cafeicultura regenerativa tem sido uma tendência crescente entre os cooperados da Cooxupé, visando melhorar a resiliência das lavouras e garantir maior sustentação produtiva. “Neste ano, esperamos que nossos produtores aproveitem as oportunidades que o mercado nos oferece e reforçamos nosso objetivo de entregar renda e qualidade de vida às nossas famílias cooperadas”, conclui Rodrigues.

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