Exportação de carne bovina cresce 11% em volume

por | jun 12, 2023

Exportações totais de carne bovina em maio têm queda de 11% em receita, apesar do aumento de 11% nos embarques em comparação com o mesmo mês de 2022, de acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O faturamento foi de US$ 965,2 milhões, em comparação com US$ 1,086 bilhão em maio do ano passado, e o volume foi de 200.849 toneladas, em comparação com 180.387 toneladas. O preço médio de maio de 2023 foi de US$ 4.805 por tonelada, enquanto em maio de 2022 foi de US$ 6.030 por tonelada.

No acumulado do ano, as exportações de carne bovina geraram uma receita de US$ 3,847 bilhões e um volume de 840.419 toneladas, uma queda de 24% e 8%, respectivamente. O preço médio obtido por tonelada nos primeiros cinco meses foi de US$ 4.578, em comparação com US$ 5.593 no mesmo período do ano anterior.

A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira. Em maio, o país importou 112.338 toneladas, em comparação com 40.909 toneladas em abril. Nos primeiros cinco meses do ano, as importações chinesas alcançaram 381.447 toneladas (45,4% do total) e uma receita de US$ 1,911 bilhão (49,7% do total). No mesmo período do ano passado, as exportações para a China geraram uma receita de US$ 2,922 bilhões e um volume de 440.043 toneladas, antes da suspensão das compras devido ao caso atípico de EBB (vaca louca), como destacado pela Abrafrigo.

Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar na lista dos 20 maiores compradores da carne bovina brasileira. Nos primeiros cinco meses do ano, os norte-americanos compraram 93.307 toneladas (+3%), com uma receita de US$ 413 milhões (-17,3%). O Chile ficou em terceiro lugar, com 34.447 toneladas em 2023 (+11,6%). Em seguida, estão o Egito, com 38.579 toneladas neste ano (-42,3%), Hong Kong, com 43.437 toneladas, e Emirados Árabes, com 22.837 toneladas. “No total, 71 países aumentaram suas importações nos cinco primeiros meses de 2023, enquanto outros 80 diminuíram”, destaca a Abrafrigo.