A China retirou a suspensão das importações de carne de frango do Rio Grande do Sul, encerrando um período de forte pressão sobre a avicultura gaúcha. A decisão é considerada estratégica para a recuperação do setor, que enfrentou restrições ao longo de 2025 e precisou redirecionar embarques para outros mercados.
A expectativa agora é de normalização gradual dos embarques nos próximos dias, após a atualização dos sistemas e a liberação dos certificados sanitários pelas autoridades brasileiras.
Impactos do embargo e retomada gradual
Durante o período de suspensão, as indústrias do Rio Grande do Sul ajustaram a produção e buscaram novos destinos para as exportações. O movimento, no entanto, resultou em perdas comerciais e aumento da oferta no mercado interno.
Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), a retomada das importações é fundamental para reduzir os impactos causados pelo embargo e restabelecer o fluxo normal das exportações ao mercado chinês, considerado estratégico para a cadeia produtiva.
China volta a ser o principal mercado
Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a decisão representa um marco importante para a avicultura do estado. Segundo ele, o Rio Grande do Sul volta a atender aquele que historicamente foi seu principal mercado externo.
A reabertura também reforça o papel da China como destino prioritário da carne de frango brasileira, especialmente pela escala de consumo e pela relevância no comércio internacional de proteínas animais.
Mercosul União Europeia entra no radar
Como tema complementar, o setor avalia que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode representar uma abertura estratégica de longo prazo para a avicultura brasileira. A diversificação de mercados é vista como fundamental em um cenário global marcado por volatilidade e disputas geopolíticas.
Apesar disso, o foco imediato do setor segue na retomada responsável das exportações à China, com cautela na produção, garantia do abastecimento interno e reforço dos protocolos de biosseguridade.
Expectativa do setor
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que aguarda uma manifestação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para divulgar uma posição institucional sobre a reabertura do mercado chinês.
A decisão da China representa um alívio para a cadeia produtiva e reforça a importância do cumprimento rigoroso das exigências sanitárias internacionais para a manutenção e ampliação dos mercados externos.
