Fazenda em Elói Mendes trabalha para converter rebanho

Fazenda em Elói Mendes é a primeira do Sul de Minas a investir no leite A2A2
Os desafios de se produzir leite no Brasil são muitos. Minas Gerais apesar de ser a maior bacia leiteira do país, também enfrenta dificuldades com muitas questões no setor. De um modo geral, a cada dia os produtores buscam por inovação e tecnologia para se manterem no mercado. A novidade do momento é o incremento do leite A2A2 em muitos rebanhos.
Na Fazenda São José, no Sul de Minas, em Elói Mendes, foi dado o ponta pé inicial para esse tipo de produção. A fazenda é a primeira da região a investir nesse tipo de rebanho. Há muitos anos no mercado, a história da fazenda se entrelaça com a trajetória de um produtor engajado e visionário, Antônio Teixeira de Miranda Neto, que pela paixão na pecuária possibilitou o crescimento da fazenda. O seu genro, Allahil Bolívar Vianna Neto relata um pouco sobre o sogro, que conta que o seu amor pelos animais colocou a fazenda em destaque. “O meu sogro depois do falecimento do pai assumiu a fazenda e começou o projeto de convertê-la 100% para leite, em 2014 e hoje estamos aqui. Ele gostava muito e o laticínio que temos hoje, também era um sonho dele”.
O laticínio foi uma das conquistas mais recentes da fazenda, que trabalha com o processo de microfiltração que garante uma entrega de mais qualidade no mercado. “São filtros de cerâmica, que recebem o leite e eliminam as bactérias. O diferencial disso é o prazo de validade melhor dentro do mercado. Nosso produto hoje sai com 21 dias de prazo de validade. Então você tem vacas que tem o gene, a beta caseína do leite A1 A1, tem vacas são A1A2 e vacas que são A2A2, e são com essas que estamos trabalhando completar um rebanho”.

Laticínio era o sonho da família, que hoje produz 15 mil litros mensais
A fazenda tem se preparado para esse novo mercado, com a inseminação feita aqui mesmo, e o objetivo é converter o rebanho de 420 vacas em lactação para a produção do leite A2A2, conforme explica o veterinário Pablo Pimenta.
“Foram feitas genotipagem e hoje a gente usa dose de sêmen 100%A2A2 todos esses touros hoje que usamos, para buscar o leite A2A2. Então estamos trabalhando na genética desses animais, para converter todo rebanho no A2A2”. E um destaques do leite A2A2 estar em alta no mercado é o fato de boa parcela da população ter incômodos com o leite A1A1.

Veterinário da fazenda responsável pela conversão do rebanho
Certificação Judeu
A Fazenda São José ainda tem um grande diferencial sobre o manejo das vacas que estão convertidas para o A2A2. “Com a certificação judeu é necessário um cumprimento rigoroso para além das medidas sanitárias que já são cobradas. E esse certificado também nos dá a garantia do bom tratamento de cada animal da propriedade e especial o nosso rebanho. Por isso, temos câmeras espalhadas na fazenda e na ordenha inteira, a comunidade judaica acompanha todo processo”, explica o produtor.

