Altos custos de produção e baixa oferta dificultam setor para produtores
Entre o mês de abril e maio, a suinocultura brasileira apresentou uma leve recuperação. Mas o ano de 2022 já é considerado um ano difícil para o setor que segue em crise, com margem continua muito espremida.

Especialistas esperam recuperação somente no ano que vem
Os altos custos de produção geraram uma grande pressão sobre as margens. No entanto o volume de oferta no mercado vem sendo apontado como o maior problema enfrentado na suinocultura. “Fizeram muitos investimentos lá em 2020 quando a margem era positiva em função de um forte ritmo de exportação. Hoje essa exportação não é tão positiva, os preços médios da carne suína brasileira derreteram, foram ladeira abaixo e isso acaba pesando nessa formação de receitas”, explica o analista de carnes, Safras e Mercado, Fernando Iglesias.
Segundo o analista a suinicultura deve demorar para se recuperar. A recuperação mais ampla do setor é esperada 2023. Existe a expectativa de um segundo semestre um pouco melhor, mas de um modo geral, o ano de 2022 deve ser um ano muito difícil para o setor.
“Pensando que basicamente além dos custos, o processo de correção da curva de ofertas é mais lento por se tratar de uma atividade de ciclo longo, sabemos que deve demorar para a suinocultura traduzir as mudanças no quadro de ofertas, diferente do que acontece na avicultura que por possuir um ciclo mais curto consegue corrigir a rota, se ajustar as estrutura de custos inflacionadas, e se adequar a quadros de demandas com mais facilidade”.
A suinocultura como uma atividades de ciclo mais alongado, tem uma correção de oferta mais demorada, para se adequar a um cenário desafiador como o deste ano.
