As estimativas apontam para a pior safra de laranja das últimas décadas. A combinação de um clima seco, altas temperaturas e o avanço da incidência do Greening no Brasil fomentou esse cenário.

Gráfico Citrus BR
As estimativas da Fundecitrus apontam para uma safra de 232 milhões de caixas, o que representa uma queda de 24% em comparação com a safra anterior. O engenheiro agrônomo e Supervisor de Projetos da Fundecitrus, Guilherme Rodriguez, destaca que a ausência de chuvas trouxe danos severos para as lavouras brasileiras. “Esse calor extremo influenciou a taxa de pegamento, o florescimento e, consequentemente, a quantidade de frutos por planta”, pontua Guilherme.
Paralelamente, o desafio do Greening não tem dado trégua ao citricultor brasileiro. A principal praga da citricultura no país não tem cura e, sendo transmitida por insetos vetores, tem conseguido se propagar no clima quente e seco. “O Greening causa a diminuição das frutas, seca de ramos, queda de folhas e também a queda dos frutos”, explica.

Infecção do Greening em lavoura brasileira
Na última safra, a praga foi responsável pela queda de pelo menos 8% dos frutos colhidos e, por isso, tem colocado o Brasil em alerta. De acordo com a Fundecitrus, existe um monitoramento nesta safra para acompanhar a incidência do Greening, e em breve novos dados serão divulgados.
Novo alerta: estoques mais baixos de suco de laranja
A safra menor também acendeu um segundo alerta no Brasil: os estoques de suco de laranja, segundo a Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR), chegaram a níveis alarmantes. Normalmente, o Brasil tem uma boa quantidade de suco armazenado durante os quatro meses fora do período de colheita. No entanto, os estoques brasileiros estão tecnicamente zerados.
Esse cenário pressiona a indústria e os consumidores, pois, paralelamente a uma safra menor, o Brasil enfrenta uma forte demanda de suco da Europa e dos Estados Unidos.
