Em quase 50 anos, a China teve o pior PIB registrado. O país encerrou 2022 com um crescimento de 3%, enquanto o esperado era um crescimento de 5%. E essa situação assim como a busca por se tornar autossuficiente em carne bovina, é motivo de preocupação para a pecuária brasileira. Já que a China é o principal parceiro comercial do Brasil, e exportou somente no ano passado 2,49 milhões de toneladas da carne brasileira.
O cenário coloca em pauta uma necessidade grande da pecuária brasileira de buscar novos mercados. O analista de Safras e Mercado, Fernando Iglesias, pontua que existe uma necessidade que as exportações brasileiras sejam pulverizadas. “Distribuir as exportações vai de certa maneira que reduzir a dependência da nossa pecuária em relação ao mercado chinês”.
Há uma semana o Brasil conquistou a liberação de onze frigoríficos para exportação de carne para a Indonésia. “Não é um mercado muito representativo, não deve comprar grandes volumes de carne bovina do Brasil. Mas já é um caminho de onde o Brasil pode ir, pra reduzir essa dependência”, explica Fernando.
E nos últimos meses algumas imposições durante as negociações com o mercado internacional, ocasionaram a queda no preço da tonelada da carne bovina. Essa situação, de acordo com o analista, trouxe um pouco do cenário que temos hoje, de queda no mercado interno.
“Nesse momento o que nós vemos no mercado, é uma tonelada sendo negociada a 4 mil ou até 5 mil dólares. Então houve uma queda significativa e isso impacta nas receitas. E com a receita de exportações menores, é natural que o frigorífico pague menos pela arroba do boi gordo. E isso vai reduzir os preços da arroba e pressionar o mercado físico, o que explica a queda no mercado brasileiro”.
