O preço do leite pago ao produtor registrou alta de 2,7% em janeiro de 2025 , chegando a R$ 2,65 por litro. No acumulado dos últimos 12 meses, a valorização alcança 24,1%.
A relação de troca leite/mistura apresentou uma leve melhoria em janeiro na comparação com dezembro de 2024, mantendo-se mais favorável do que nos mesmos meses de 2023 e 2022. Para adquirir 60 kg de mistura, foram necessários 33,8 litros de leite, uma redução expressiva em relação aos 40,8 litros exigidos em janeiro de 2024.
No varejo, a cesta de lácteos registrou um aumento médio de 0,2% em fevereiro, acumulando alta de 8,3% nos últimos 12 meses – um avanço superior à inflação brasileira no período, que foi de 5,1% segundo o IPCA. Entre os produtos, o leite condensado teve maior alta mensal ( 2,5%), enquanto o leite UHT apresentou maior queda (-1,0%).
As despesas de leite e as receitas atingiram 210 milhões de litros equivalentes em fevereiro , avançando tanto em relação a janeiro quanto na comparação com fevereiro de 2024. No mesmo mês, as exportações cresceram 27,5%, totalizando 6 milhões de litros equivalentes.
Produção de leite cresce 3,1% e registra segunda maior captação da história
Balança comercial no vermelho
Apesar do aumento nas exportações, a balança comercial de lácteos segue no vermelho. No acumulado de 2025, o déficit comercial já chega a US$ 93 milhões , referente a um volume de 402 milhões de litros equivalentes importados.

No mercado internacional, os preços do leite em pó registraram queda na primeira quinzena de março. O leite em pó integral recuou 2,4% em relação à média de fevereiro, sendo cotado a US$ 4.061 por tonelada, enquanto o leite em pó desnatado caiu 1,8%, fechando a US$ 2.744 por tonelada.
