Lideranças pecuaristas reclamam que a atividade ficou à mercê das políticas nos últimos anos. Os desafios da pecuária brasileira, especificamente a de corte, vão exigir da classe uma busca por elaboração de políticas mais assertivas. Lideranças do setor estão incomodadas pelo fato de terem sido deixadas de lado nos últimos anos e terem perdido espaço para ações do agronegócio e produção leiteira.
As demandas mais importantes, apuradas, são poder de mais créditos e assistência técnica. O presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Nabih Amin El Aouar, diz que os acessos aos recursos nos últimos anos têm sido restrito em relação ao montante de recursos destinados ao Agro. “Isso habituou o pecuarista a não procurar crédito, o que de certa forma é bom que não deixou o setor endividado, mas quem não investe fica limitado às formas antigas de produção”, ressalta. A chamada por uma união das entidades do setor está em fase de formulação para que o governo volte a estimular o setor, por meio de linhas de financiamento de longo prazo, a compra de equipamentos de
irrigação e de armazenamento de água.
Fala-se em estoques públicos frente a deficiência de armazéns e falta de investimentos logísticos para o deslocamento das cargas. Para El Aouar, o modelo de expansão de novas áreas, somente, está chegando ao fim. “O crescimento da pecuária será vertical, mas para isso precisamos de tecnologia”, finaliza.
