Um protetor solar para plantas foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a indústria de biofertilizantes Litho Plant. O produto, denominado Sombryt BR, reduz a queima de folhas e frutos, aumentando a resiliência e a adaptação das culturas às mudanças climáticas.
Classificado como fertilizante mineral simples à base de carbonato de cálcio, o Sombryt BR foi testado em diversas culturas, como abacaxi, banana, citros, mamão, manga e maracujá. Os resultados demonstraram alta eficiência na redução de danos físicos e no aumento da produtividade. No Espírito Santo, a aplicação do produto está sendo facilitada pelo uso de drones, que garantem uma distribuição homogênea, maximizando a eficácia do tratamento.
O Sombryt BR foi formulado para ser aplicado diretamente nas folhas e frutos das plantas, adaptando-se tanto a sistemas de cultivo orgânico quanto convencional. De acordo com a Embrapa, em testes realizados em várias regiões do Brasil, o protetor foi capaz de reduzir em até 20% os danos físicos causados pela alta irradiância.
Nos citros, por exemplo, observou-se um aumento médio de 12% na produtividade das laranjeiras Pera, mesmo sob estresse climático. Esse resultado foi recentemente publicado na Revista Brasileira de Fruticultura.
Maurício Coelho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e coordenador dos experimentos, explica que o protetor solar melhora o balanço energético das plantas, tornando-as mais eficientes no uso de água e nas trocas gasosas. Isso resulta em maior resistência ao estresse e um aumento significativo na produtividade.
O objetivo do produto é duplo: aumentar a resiliência das plantas e prevenir danos físicos causados pela irradiância intensa em regiões com altas temperaturas. Como observa o pesquisador, “o produtor pode ganhar de duas maneiras: aumentando a resiliência das plantas e mitigando a queima de frutos. Porém, se o objetivo principal é reduzir a queima, o produtor pode, por exemplo, optar por pulverizar os frutos mais expostos à irradiância intensa no período da tarde, em vez de aplicar o produto em toda a planta”.
Este problema é particularmente crítico para culturas como manga e abacaxi, nas quais a queima da casca dos frutos pode resultar em grandes perdas na produção e, consequentemente, na redução do valor comercial.
