Cooxupé destaca revolução na classificação do café e agilidade no processo
A QualySense Ferrum Group, empresa suíça de tecnologia, está trazendo ao Brasil uma inovação revolucionária para a classificação fisica de café: o QSorter® Explorer. O classificador digital é a ferramenta mais avançada para analisar o café verde em vários parâmetros, permitindo uma precisão sem precedentes.
Segundo Francesco, CEO QualySense | Ferrum, o QSorter® Explorer pode fazer o trabalho de um profissional de classificação, mas com muito mais agilidade. “Ele mede parâmetros físicos como o tamanho e a cor, além de aspectos bioquímicos como níveis de sacarose e proteínas.” A análise, que pode levar apenas três minutos, gera dados que são armazenados na nuvem, permitindo acesso remoto e controle total das operações.

Para a Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, essa tecnologia chega em um momento crucial. O presidente da cooperativa, Carlos Augusto, explica. “O volume de café que recebemos tem crescido e nosso gargalo está na classificação física do grão.” O QSorter traz a agilidade necessária para melhorar o processo de comercialização e decisão no campo, como destacou Felipe Henrique Alipio Ernesto, Degustador de Café da Cooxupé. “Temos o desafio de analisar até 1.300 amostras por dia.”

Além de acelerar a análise física, a tecnologia também transforma o papel dos classificadores. Como afirma Luiz Fernando, Superintendente Comercial da Cooxupé, o QSorter® Explorer permite que os profissionais usem sua expertise de forma mais estratégica. “Podemos utilizar a inteligência dos classificadores para apoiar o desenvolvimento da produção e melhorar a qualidade para os nossos cooperados.”
O QSorter® Explorer vai além da classificação e oferece uma visão profunda da qualidade bioquímica do café, promovendo eficiência e precisão na cafeicultura brasileira, tudo isso com inteligência artificial e algoritmos que aprendem e se aperfeiçoam ao longo do tempo.
Como funciona a tecnologia QSorter® Explorer?
O QSorter® Explorer realiza uma análise minuciosa de cada grão de café. O grão passa por uma área de detecção com câmeras que capturam três imagens diferentes, garantindo que nenhum detalhe seja perdido. Além disso, um espectrômetro infravermelho analisa a estrutura bioquímica do grão, avaliando parâmetros como umidade, tamanho, cor e níveis de proteína e sacarose.
Toda essa análise é feita em poucos minutos, e os dados são enviados para a nuvem, acessíveis de qualquer lugar. Como explica Francesco, “Todos os dados são armazenados na nossa plataforma SQI Square, onde os clientes podem monitorar as informações e integrar ao seu próprio sistema de TI”. Essa integração permite um controle remoto das operações, proporcionando agilidade e precisão para o produtor, que pode ter acesso aos melhores momentos para negociar o café.
