As exportações da carne de frango seguem em um ritmo acelerado e bom para os produtores, com expectativa de folga nesse cenário. No primeiro trimestre as exportações de carne de frango alcançaram 1,142 milhão de toneladas. O número chama atenção por ser 10,2% maior que o registrado nos três primeiros meses de 2021. Em abril as exportações catarinense atingiram 89,41 mil toneladas, e a receita ultrapassou US$188 milhões.
O analista de mercado da Safras & Mercado Fernando Iglesias, explica que diferente de outras culturas, a avicultura consegue de ajustar conforme os desafios vão surgindo no mercado. “Um exemplo é a estrutura de custos inflacionada, ou os problemas de demanda, a avicultura consegue ajustar sua produção e se adequar a realidade. Foi exatamente o que os produtores fizeram aliás. Diferente da suinocultura, a demanda da carne de frango no Brasil é muito aquecida”.
Os dados indicam que a população brasileira sai da carne bovina direto pra carne de frango, o analista explica que isso está relacionado ao padrão de consumo delimitado em um ano de pouco crescimento da economia brasileira. “A economia brasileira vai crescer de 1 a 1,5% com uma dificuldade muito grande de novos postos de trabalho, avanço da renda média. Então tudo isso remete a um consumo muito amplo de proteínas mais acessíveis”.
E as exportações devem ser seguidas aquecidas segundo o analista. Ele destaca que a influência aviária ter avançado sobre os Estados Unidos, Ásia, e Europa, são um dos fatores que fortalecem ainda mais a posição brasileira.
“O Brasil vai exportar muita carne de frango com destino a Ásia, Europa. O Brasil não conta com nenhuma caso de influência aviária e disfruta de uma posição muito privilegiada nesse mercado. O Brasil não é dependente da China na exportação de frango, e exporta pra mais de 100 países. E deve se manter com folga na liderança global das exportações dessa proteína. Para a carne de frango o futuro é brilhante com possibilidade de um segundo semestre com grande receitas para o produtor”.
