Expectativas positivas para a produção de milho em 2025

por | fev 7, 2025

A produção de milho no Brasil em 2025 gera expectativas otimistas, com projeções indicando uma safra superior à do ano anterior. Esse cenário é impulsionado pela crescente demanda interna, especialmente pelos setores de proteína animal e etanol de milho. Com isso, espera-se que, apesar do aumento da oferta, o Brasil possa ter um excedente limitado para exportação. 

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o primeiro semestre de 2025, o país terá aproximadamente 25 milhões de toneladas de milho disponíveis, o que corresponde a 29% do consumo doméstico anual.

A safra de milho de verão 2024/25 deverá apresentar uma redução de 1,9% em relação ao ano anterior, com uma produção estimada em 22,53 milhões de toneladas. Essa diminuição está relacionada à queda de 6,4% na área plantada. No entanto, o cenário para a segunda safra é mais promissor. 

A Conab prevê um aumento de 1% na área plantada, totalizando 16,6 milhões de hectares. A produtividade e a produção dessa safra devem crescer 3,8% e 4,8%, respectivamente, com uma estimativa de produção de 94,63 milhões de toneladas.

Desafios no Mercado Interno e Externo

Apesar das perspectivas positivas para a produção, o mercado de milho enfrenta desafios tanto no Brasil quanto no exterior. No mercado interno, os preços do milho no spot estão mais altos do que no início de 2024. No entanto, o mercado futuro já indica uma tendência de queda, sugerindo que, embora os preços sejam mais elevados no começo de 2025, as cotações futuras poderão ser menores, devido à oferta superando a demanda.

No mercado externo, a Bolsa de Chicago (CME Group) apresenta preços inferiores aos de 2024, sem sinais claros de recuperação para 2025. Esse cenário impacta diretamente as expectativas do mercado brasileiro, que enfrenta a pressão de manter sua competitividade nas exportações. 

Além disso, com a redução da produção de milho de verão e a diminuição da estimativa da terceira safra, projetada para uma queda de 3,8%, as incertezas aumentam quanto à capacidade do Brasil de atender a toda a demanda interna e externa.