Sim, o cuidado com o café começa muito antes do plantio das lavouras. A pesquisa e o desenvolvimento de cultivares são fundamentais para garantir a qualidade e a produtividade do café. O Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro conduzido pela EPAMIG em Minas Gerais, em parceria com outras instituições, tem sido essencial nesse processo.
A presença da ferrugem do cafeeiro na década de 1970 causou preocupação e levou ao desenvolvimento de programas de melhoramento genético para obter cultivares resistentes à doença. A EPAMIG recebeu linhagens de outras instituições e realizou ciclos de seleção e cruzamentos para obter as cultivares registradas pela empresa. Atualmente, existem 21 cultivares registradas, a maioria delas resistentes à ferrugem e com características superiores.
Os campos experimentais da EPAMIG, como o de Patrocínio, são locais onde os programas de melhoramento genético são conduzidos. Eles são bem estruturados e permitem avanços no desenvolvimento de tecnologias para o setor produtivo. Além disso, a EPAMIG possui um Banco Ativo de Germoplasma de Café, que é fundamental para o programa de melhoramento genético, pois fornece materiais genéticos diversos para hibridações e combinações visando o desenvolvimento de novas cultivares.
Os campos experimentais também funcionam como vitrines da pesquisa, onde os pesquisadores podem receber produtores, realizar treinamentos e eventos de transferência de tecnologia. Além disso, os produtos resultantes das pesquisas, como sementes qualificadas, mudas e café processado, são comercializados para cobrir as despesas da empresa.
A pesquisa pública, como a realizada pela EPAMIG, desempenha um papel crucial no avanço da cafeicultura brasileira, enfrentando desafios e contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que beneficiam tanto os produtores quanto a sociedade em geral.
