A empresa hEDGEpoint Global Markets, especializada em análise de riscos e tendências de mercado, divulgou um relatório que mostra o impacto do El Niño na produtividade das culturas de soja e milho no Sul , Centro e Norte do Brasil. As consequências dessa variação climática afetaram as colheitas, levando especialistas a conduzir análises mais detalhadas.
Observando a safra 2023/2024, a empresa projeta um cenário diferenciado para as duas culturas. A produção de soja é estimada em cerca de 163 milhões de toneladas. Esta avaliação considera um crescimento moderado na área de cultivo e tem como base uma expectativa de rendimentos relativamente promissores.
No entanto, a perspectiva para a produção de milho é menos otimista. As expectativas apontam para uma colheita total de cerca de 133 milhões de toneladas. Esse cenário é influenciado por fatores econômicos, como custos e preços em níveis mais baixos. Pedro Schicchi, analista especializado em Grãos e Oleaginosas na hEDGEpoint, destaca que, “embora os custos tenham diminuído, os preços também caíram. Isso resulta em margens de lucro mais flexíveis, refletindo uma situação mais desafiadora em comparação aos últimos três anos”. Esse cenário é válido tanto para a produção de soja quanto para o milho, sendo que esta última encontra-se em uma posição mais vulnerável em termos de lucratividade.
Além disso, o analista também ressalta que, “a queda nos preços é mais acentuada do que nos insumos, resultando em margens mais estreitas em comparação com anos anteriores. Esse padrão é ainda mais notável no caso do milho de inverno, quando comparado com a produção de soja.”
Em resumo, o relatório do hEDGEpoint revela a intersecção complexa entre fatores climáticos, econômicos e de mercado que atualmente moldam o panorama das safras de soja e milho na região Sul do Brasil.
