O mês de março trouxe um comportamento climático que exige atenção dos cafeicultores. Apesar das chuvas acumuladas na região Sul de Minas terem sido, em média, 143 mm — um volume relativamente próximo da média histórica de 166 mm — a distribuição das precipitações foi desigual.
Carmo de Minas e Muzambinho apresentaram armazenamento de água no solo em níveis ideais, com o solo praticamente no limite da capacidade máxima. Já Varginha e Boa Esperança, mesmo com precipitações razoáveis, seguem com o solo abaixo do ideal para essa fase da lavoura.
Calor fora do padrão acelera o metabolismo do cafeeiro
As temperaturas também fugiram da curva: a média esperada para o mês seria de 21,8°C, mas em março/2025 os termômetros registraram 22,3°C na média geral do Sul de Minas. A exceção foi Carmo de Minas, que manteve o padrão. Esse aquecimento pode acelerar o enchimento dos grãos, mas também eleva a demanda hídrica da planta — o que reforça a importância do monitoramento da umidade do solo.
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Fitossanidade: ferrugem e broca exigem monitoramento
Além das variações climáticas, o cenário fitossanitário demanda atenção:
Ferrugem: a doença registrou uma taxa média de 7% de folhas infectadas em Varginha, Boa Esperança e Carmo de Minas.
Broca: incidência de 1,5% em Varginha e 5% em Boa Esperança.
O comportamento climático em março reforçou a ideia de que a safra 2025 está sendo marcada por grandes exigências técnicas no campo.
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