A doença confirmada ontem (22/2), conhecida como “mal da vaca louca” em um bovino macho de 9 anos de idade de uma propriedade em Marabá (PA), foi o sexto caso registrado no país em toda a história. O primeiro episódio ocorreu em 2012, sucedido de uma ocorrência em 2014, outra em 2019 e duas em 2021
A doença da “vaca louca” ou encefalopatia espongiforme bovina (EEB) é uma doença degenerativa fatal que acomete o sistema nervoso central de bovinos. Essa doença é transmissível, não é contagiosa e possui um longo período de incubação, o qual gira em torno de cinco anos. Os primeiros casos da doença da vaca louca foram diagnosticados em 1986, no Reino Unido, e levaram vários animais à morte. Entre os sintomas estão a dificuldade de locomoção e mudança de comportamento com bastante agitação do animal estão entre os sintomas da doença.
Os sinais e sintomas em animais incluem alterações de comportamento, tremores musculares, dificuldade de andar e morte em 100% dos casos. A doença tem consequências econômicas importantes para os produtores, com morte de animais e risco de transmissão para seres humanos ocorrendo com frequência
É causada por príon, uma partícula proteica infecciosa, e pode ser transmitida, em sua forma clássica, por meio da ingestão de alimentos provenientes de carcaças infectadas, como farinhas feitas de carne ou ossos.
Seres humanos podem contrair a doença?
Os objetivos de combater a doença da vaca louca estão ainda em encontrar uma cura, prevenir sua disseminação e minimizar seus efeitos negativos para os produtores. A doença pode ser transmitida para seres humanos por meio do consumo de produtos animais. Pessoas com a variante da doença, pelo acúmulo de proteína em excesso, apresentam sintomas como agitação, irritabilidade, alucinações, perda de interesse, esquecimento, psicose, ansiedade, depressão, enfraquecimento ou perda de sentidos, e sensação de dormência ou formigamento.
Prevenção
A melhor forma de controlar a doença é por meio da prevenção, que pode ser realizada por medidas como a não utilização de proteínas de origem animal na ração de animais ruminantes e a vigilância sanitária nas fronteiras, propriedades rurais e matadouros.
