O ano de 2024 foi marcado por preços recordes na cafeicultura brasileira, beneficiando tanto os produtores de arábica, como também de Conilon. O cafeicultor brasileiro atingiu boa rentabilidade nesta safra e teve oportunidade de bons negócios. De acordo com Gerente Comercial da Cooxupé, Luiz Fernando, a rentabilidade para o cafeicultor neste ano está em bons níveis, mesmo com a perda de produtividade observada nos devido às condições climáticas adversas.
“Os atuais patamares de preços são rentáveis, e a relação café x insumos está em um nível excelente. Os cafeicultores estão aproveitando essas oportunidades, o que fortalece ainda mais as cotações”, afirmou.

Fatores que impulsionaram os preços recordes
O ano de 2024 também foi de preços exclusivos para o café arábica, resultado de uma combinação de fatores, incluindo problemas climáticos, baixos estoques, demanda firme, e desafios logísticos globais. “Problemas com a produção de robusta no Vietnã, que aumentaram as cotações desse café, acabaram puxando o arábica para cima também”, destacou. “Quando somamos tudo isso, entendemos a movimentação de alta que vimos este ano”, pontua.
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Impacto da seca nas regiões produtoras
A seca enfrentada pelos produtos de café no Brasil também foi um ponto de preocupação, afetando diretamente a produção. “Tivemos muitos dias sem chuvas e temperaturas extremamente altas. Isso impacta o potencial produtivo para a próxima safra, embora ainda seja cedo para falar em números exatos”, explicou Luiz Fernando.
No entanto, as implicações desse clima seco e quente, na safra 25, já preocupa o mercado, que observa uma possível abertura entre oferta e demanda. “A grande preocupação é que possamos ser caminhantes para o quinto ano consecutivo de escassez entre oferta e demanda. Precisamos garantir que novos consumidores não busquem outra bebida para substituir o café”, alertou.
Um balanço do mercado de café em 2024
Luiz Fernando fez um balanço positivo para 2024, especialmente para os produtores. “Foi um ano de bons preços para o produtor. A relação café x insumos encontrou em excelentes patamares, e os cafeicultores aproveitaram as boas oportunidades do mercado.” No entanto, ele destacou os desafios logísticos e as altas taxas de juros, que têm operações complicadas mais longas.
“Olhando para o comércio internacional, continuamos com o mercado de café em NY invertido, o que dificulta a realização de operações de longo prazo. Além disso, nosso principal porto de exportação, Santos, tem operado sem limites, o que gera atrasos e custos adicionais”, explicou.
Perspectivas para a safra de 2025
Sobre a safra de 2025, Luiz Fernando foi cauteloso, apontando que ainda é cedo para fazer variações concretas. “A seca combinada com as altas temperaturas impacta diretamente o potencial produtivo, mas precisaremos aguardar a regularização das chuvas e o desenvolvimento das floradas”, finaliza.
