A valorização do preço do café tem sido um dos temas mais comentados pelos consumidores nos supermercados. Enquanto isso, do lado dos produtores, a safra 2025 se desenha com desafios produtivos, mas também com oportunidades diante da alta nos preços.
O cafeicultor Airton Neves, da Fazenda Arco-Íris, localizada no município de Santo Antônio do Amparo, no Sul de Minas, destaca que a oferta de café está reduzida e que a relação entre oferta e demanda está apertada, o que naturalmente impulsiona os preços. “Nosso torrefador ainda está conseguindo manter valores razoáveis para os clientes, mas a escassez do produto tem levado o mercado a preços mais altos. Alguns analistas acreditam até que pode faltar café, então os valores devem permanecer elevados por um bom período”, explica Neves.
Apesar da preocupação com a quebra na produção em algumas propriedades, a Fazenda Arco-Íris tem conseguido manter a produtividade, resultado do investimento em boas práticas agrícolas e gestão eficiente. “Graças aos programas que implantamos e ao trabalho de uma equipe muito competente, conseguimos manter bons resultados. Mesmo que haja uma quebra na produção, os preços atuais compensam com sobras essa redução. Vamos passar pelos próximos dois, três anos com preços remuneradores, o que nos permitirá novos investimentos na propriedade”, afirma o produtor.
As perspectivas para a safra 2026 também são positivas. Segundo Neves, apesar da seca que impactou a produção de 2025, as lavouras afetadas seguem sendo bem manejadas, com forte recuperação vegetativa.
Esse cenário pode resultar em uma grande safra em 2026, com preços ainda elevados devido aos estoques baixos. “Se tivermos uma safra cheia em 2026, mas com estoques reduzidos, os preços devem continuar remuneradores para o produtor”, analisa. Diante desse contexto, o cafeicultor se mantém otimista, enxergando oportunidades de crescimento e valorização do café brasileiro no cenário global.

Lavouras tiveram ótima recuperação com o volume de chuva registrado no início do ano
Preço recordes do café e incerteza no clima mantém cotações em alta
