A questão climática que foi um problema na safra deste ano, começa a preocupar os cafeicultores para a safra 2023. Perdurou nos últimos 30 dias, o tempo seco em Minas Gerais. As poucas chuvas que ocorreram no Sul de Minas, não trouxeram chuvas suficientes para as lavouras de café. A grande preocupação, é que para as próximas semanas, a previsão é que o tempo seco persista mais um pouco, o que compromete ainda mais as reservas hídricas nos solos da região cafeeira.
O início da Primavera é esperado na próxima quinta-feira, 22. E a estação deve chegar com temperaturas moderadas e impacto na distribuição de chuvas, por conta da ação do fenômeno La Niña.
Esses impactos serão na distribuição das chuvas de forma evidente no Sul do Brasil, e no Norte, as chuvas deverão se intensificar. Na área central do Brasil, a La Ninã provoca um risco maior de irregularidade no retorno das chuvas no início da primavera, decorrente as condições mais frias do Oceano Pacífico Equatorial, levando ao risco maior para frio tardio sobre o centro-sul do país, como já vem acontecendo na primeira quinzena de setembro no Sul do Brasil, até mesmo com episódios de geadas.
E as chuvas devem se firmar somente nos meses em seguinte. Em outubro, é esperado que as chuvas ocorram, principalmente, numa faixa que tem início na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e passa por Unai, Paracatu, Pirapora até Curvelo (MG). Nas demais regiões de Minas Gerais, podem ocorrer eventos de chuvas isoladas. Em novembro, deve chover em todo o estado, porém, nos municípios de Teófilo Otoni e Araçuaí, a probabilidade de chuvas ainda será muito pequena.
Cafeicultura na primavera
Normalmente o início da Primavera marca as primeiras precipitações, da estação chuvosa, o que leva as primeira floradas na cafeicultura. No entanto, a ação do La Niña provocando o atraso dessas chuvas, já é motivo de preocupação.
A possibilidade do baixo volume de chuvas no início da primavera, associada ao atraso do início da estação chuvosa, pode provocar perda no pegamento da primeira florada, bem como a mortalidade nas raízes das plantas mais novas, comprometendo, assim, a produtividade da próxima safra.
Além da regularidade das chuvas, é também necessário o correto controle fitossanitário e o manejo nutricional de modo a assegurar o bom desenvolvimento vegetativo das lavouras.
