A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou os debates sobre a crescente onda de invasões de terras no Brasil, especialmente no sul da Bahia e no Espírito Santo. Em reunião realizada nesta terça-feira (18), parlamentares alertaram para a atuação de grupos armados que invadem propriedades, promovem saques e expulsam produtores rurais.
Criminalidade e insegurança no campo
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a situação na Bahia ultrapassa a disputa por terras e indica a presença de organizações criminosas. Para ele, trata-se de uma crise de justiça e segurança pública que exige uma resposta imediata.
“Produtores estão sendo retirados de suas casas sob ameaça, enquanto o governo do estado se omite. Estamos buscando apoio do Tribunal de Justiça da Bahia e do Conselho Nacional de Justiça para reverter esse quadro”, afirmou Lupion.
Novos grupos ampliam invasões
O deputado Evair de Melo (PP-ES) chamou atenção para a atuação de novos grupos, como o Movimento de Luta pela Terra (MLT), que se juntam ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em invasões violentas. Segundo ele, as regiões afetadas enfrentam uma escalada de crimes. “Estamos prestes a iniciar a safra de café, e os produtores já relatam roubos de grãos ainda verdes. Essa situação precisa de uma solução urgente”, alertou Melo.
Pressão por ações do governo
A bancada ruralista também cobrou uma posição firme do governo federal. O deputado Zé Trovão (PL-SC) criticou a falta de medidas para conter os invasores e proteger os produtores rurais. “Não podemos permitir que criminosos tomem o setor agropecuário. O governo precisa intervir imediatamente e acabar com essa ameaça antes que os danos sejam irreversíveis”, afirmou o parlamentar.
Medidas em andamento
Para enfrentar a crise, a FPA solicitou reuniões com os órgãos competentes e pretende aumentar a pressão para que providências concretas sejam tomadas. A insegurança no campo preocupa especialmente com a aproximação da safra de café, aumentando o risco de novas invasões e prejuízos econômicos.
Os produtores aguardam uma resposta eficaz das autoridades para garantir a ordem e a segurança no setor agropecuário.
