O mercado físico do boi gordo começou a semana com preços estáveis. Os frigoríficos enfrentam dificuldades para ajustar suas escalas de abate, o que tem levado a tentativas de compra em valores mais altos.
Segundo a Safras & Mercado, a oferta de fêmeas diminuiu em várias regiões do país, o que tem sustentado os preços no mercado interno.
Preços da arroba do boi gordo
- São Paulo: R$ 311,83 (@ prazo)
- Goiás: R$ 297,14
- Minas Gerais: R$ 285 (estável)
- Mato Grosso do Sul: R$ 294,89
- Mato Grosso: R$ 299,39 (estável)
Mercado atacadista
O mercado atacadista segue com preços firmes, mas há pouco espaço para reajustes no curto prazo, já que o consumo geralmente diminui na segunda quinzena do mês:
- Quarto traseiro: R$ 25/kg
- Quarto dianteiro: R$ 18,50/kg
- Ponta de agulha: R$ 17/kg

Exportações: queda no volume, mas aumento na receita
Em fevereiro de 2025, o Brasil exportou 217,1 mil toneladas de carne bovina (in natura e processada), uma queda de 6% em relação ao mesmo mês de 2024. No entanto, a receita cresceu 12,6%, atingindo US$ 1,038 bilhão, segundo a Abrafrigo.
O preço médio da carne exportada subiu de US$ 4.000 por tonelada em fevereiro de 2024 para US$ 4.782 em 2025. Exportações no primeiro bimestre: No acumulado do ano, o Brasil exportou 456,1 mil toneladas, queda de 2% em volume, mas a receita subiu 12%, totalizando US$ 2,066 bilhões.
China x EUA: como o cenário internacional impacta a pecuária no Brasil?
Principais destinos da carne bovina brasileira
- China: comprou 183,8 mil toneladas (-5,3%), mas a receita cresceu 4,5% (US$ 895,9 milhões). O preço médio subiu para US$ 4.874/tonelada.
- EUA: importações caíram 12,1%, mas a receita aumentou 10,9% (US$ 286,3 milhões), com preço médio em US$ 3.360/tonelada.
- Chile: aumentou as compras em 61,7% (19,2 mil toneladas), e a receita cresceu 92,5%, chegando a US$ 105 milhões.
- Argélia: importações subiram 199% (15,9 mil toneladas), com receita 254% maior (US$ 85,4 milhões).
Ao todo, 89 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro bimestre de 2025, enquanto 51 reduziram as importações.
