Cinco torrefações do Leste Europeu embarcaram em uma jornada única rumo às regiões produtoras de café em Minas Gerais, no Brasil. O objetivo dessa visita especial era conhecer de perto o processo de produção do café brasileiro e se inteirar das inovações e técnicas empregadas pelos produtores locais.
A primeira parada dessa imersão foi na fazenda Terra Nova, localizada em Três Pontas, no Sul de Minas. Lá, os compradores foram apresentados ao produtor e puderam acompanhar de perto o andamento da safra. Diferentes processos de pós-colheita foram explicados detalhadamente, ressaltando sua importância para garantir uma qualidade excepcional do café, desde o cultivo até a xícara. Francisco Cardoso Alves é gerente da fazenda e destaca a importância desta visita para comercialização dos cafés mundo a fora.
“A gente entende que além do nosso mercado regional, o mercado externo tem que conhecer o nosso produto. A gente sabe que a cafeicultura brasileira hoje tem um grande potencial e a gente vem trabalhando no dia a dia, para expor os melhores cafés lá fora. Então receber os compradores, os consumidores do mercado aqui na nossa propriedade é de suma importância para que eles entendam que o Brasil tem hoje os melhores cafés do mundo.”
O destaque da visita foi uma emocionante seção de cupping, onde os visitantes puderam degustar e apreciar as distintas notas e sabores presentes nos cafés da propriedade Terra Nova.
Com uma abordagem voltada para tecnologia e inovação, o grupo Terra Nova impressionou os compradores com suas práticas modernas e o compromisso constante em melhorar seus processos. A busca incessante por aprimorar reflete-se na qualidade ímpar de seus cafés. Além disso, os produtores estão sempre atentos para as questões ambientais, o que contribui para uma cafeicultura mais sustentável, como ressalta o produtor Frederico Andrade.
“O principal foco aqui, claro, é a produção mas sempre visando, junto com isso, a sustentabilidade e um âmbito social. Tanto que hoje, a gente tem a certificação Rainforest que é uma certificação holandesa que preza justamente isso, a sustentabilidade e o cuidado social. A gente tem um processo bem detalhado que a gente vem criando durante os nossos anos de experiência na colheita.”
A próxima parada foi na Fazenda Cervejeira, localizada no município de Carmo da Cachoeira. Essa fazenda centenária e cheia de história, ofereceu aos compradores uma experiência única, onde puderam vivenciar a produção de café através dos olhos do produtor José Felipe, um apaixonado pela natureza.
O visitante, ele leva a palavra a diante. Então o nosso trabalho é de educação. Nada mais simples do que você educar para prosperar. Então a gente consegue trazer os visitantes para entender um pouquinho dessa nossa cultura que vai além da produção de café. É uma cultura de falar da família. É uma cultura de falar dos bons costumes de Minas Gerais. É uma cultura de falar da Mata Atlântica de Minas Gerais. É uma cultura de falar desses morros, as vistas, que são cinematográficas de Minas Gerais.
A visita à Fazenda Cervejeira permitiu que os compradores mergulhassem nas histórias e tradições por trás de cada xícara de café produzida ali. O contato com a rica herança cultural dessa fazenda centenária encantou a todos.
A visita às fazendas foi complementada com uma parada no laboratório especializado em leveduras para fermentação de café, localizada em Varginha, também no Sul de Minas Gerais. Nesse espaço de inovação, os compradores puderam testemunhar de perto as tecnologias e métodos utilizados, surpreendendo-os com os cafés de qualidade excepcional que a empresa oferece.

Alexandre Figueiredo, representante da importadora Unroasted, sediada na Polônia, no leste europeu, teve sua impressão sobre a experiência. Ele destacou o interesse crescente dos compradores por novidade além de aprimorar suas linhas de café. Ele ressalta que os torredafores “estão buscando aqui, cafés brasileiros que tenham perfil diferente do perfil que é conhecido no seu próprio país e que eles já tomaram.” e completa,
“Eu ouvi falar muito, quando eles tomam um café que tem uma acidez diferenciada, chama a atenção. São cafés florais, frutados. Cafés que tem a característica de um café brasileiro que é um café encorpado e doce mas que também vem com alguma coisa a mais que surpreenda eles.”
Essa jornada pelas regiões do maior estado brasileiro produtor de café, Minas Gerais, deixou uma marca nos compradores do Leste Europeu. A fusão entre tecnologia e tradição, aliada à paixão dos produtores e ao compromisso com a excelência, resultou em uma experiência enriquecedora e inspiradora para todos os envolvidos. A busca por cafés motivados e inovadores no setor continuará a aproximar esses laços internacionais, enriquecendo a indústria cafeeira em todo o mundo.
