A colheita do café arábica está chegando em sua reta final, com uma série de questões que colaboraram para problemas graves da safra 2022. E apesar de estar quase no fim, o que tem assustado é a falta de café nos armazéns. Nas principais fazendas do Sul de Minas, as lavouras não tiveram um bom crescimento.
E além disso, a preocupação com a safra 2023 começa a incomodar os especialistas do setor. Já que a questão climática mais uma vez, assusta a todos.
O pesquisador da Fundação Procafé, Alysson Fagundes, explica que cinco fatores prejudicaram muito esta safra. Todos eles ligados a questão climática na região, o primeiro deles foi a seca no final de 2020, que impactou no crescimento de 2021, logo em seguida mais seca no ano seguinte.
“Essa seca em 2021 impactou no crescimento. Depois tivemos geadas em 2021 e seca na florada, além do baixo pegamento. Foram fatores graves que afetaram drasticamente a safra de 2022. Mas não imaginávamos que o problema seria tão grave, imaginamos que seria uma safra menor. Mas nunca imaginamos errar tanto na previsão de safra, igual erramos esse ano. Todo mundo que tá fechando safra, colheu muito menos do que esperava. Tá todo mundo esperando esse café chegar no armazém, esse café não chega”.
A safra deste ano, segundo o pesquisador está muito abaixo do esperado e a preocupação começa a se voltar para a safra seguinte. Alysson destaca que para 2023, o crescimento das lavouras também não foi bom, ainda mais levando em consideração que por conta da última geada, muitas lavouras tiveram de ser recepadas.
“As lavouras estão pequenas, a geada que impactou muito e 35% das áreas atingidas foram recepadas, e essas áreas vão dar uma carga muito baixa em 2023, a safra boa delas será em somente em 2024. E já estamos enfrentando problemas climáticos de seca novamente. A safra 2023 não será uma super safra com certeza, e se fosse uma super safra, ela apenas tamparia o buraco de 2021 e 2022”.
O pesquisador não acredita em uma safra menor que a deste ano, mas ressalta que a preocupação com a possibilidade de faltar café no mercado em 2023, é algo que incomoda, levando em consideração a situação climática nas regiões produtoras.
“Com certeza se não tiver uma mudança no clima rápida de chuva, com certeza teremos falta de café em 2023 sim. Isso é muito ruim para o setor produtivo do café. A falta de café ela remete a substituição no hábito do consumidor”.
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