As regiões cafeeiras do Brasil estão enfrentando um veranico, com registro de altas temperaturas e preocupação quanto à umidade do solo. No entanto, de acordo com a agrometeorologista Bruna Peron, esse padrão de tempo deve sofrer alterações em breve.
“A partir do final de semana, uma frente fria avança pelo Sul do País e, até o início da próxima semana, o sistema alcança as regiões cafeeiras do Sudeste, levando chuvas“, explica a especialista. Segundo ela, a segunda quinzena de março tende a ter chuvas mais recorrentes, sem previsão de períodos prolongados sem chuva até o final do mês.
No Sul de Minas, por exemplo, as altas temperaturas vêm sendo registradas desde o fim de janeiro, o que levantou preocupação entre os produtores. No entanto, com o retorno das chuvas recorrentes a partir da segunda semana de março, a tendência é de que as temperaturas fiquem próximas à média. “Nos períodos entre uma chuva e outra, as temperaturas poderão se elevar momentaneamente, mas até o final de março não há tendência para novas ondas de calor prolongadas“, destaca Bruna Peron.
Chuvas recorrentes e calor: o que esperar do clima em março?
Outro ponto relevante é o déficit hídrico, que preocupa grande parte das regiões cafeeiras, apesar dos volumes registrados em janeiro. Sobre o volume de chuvas esperadas para março, a especialista explica que há diferenças entre as localidades produtoras. “Com exceção de Rondônia, que manteve altos volumes de chuva durante todo o mês de fevereiro e que continuará com chuvas regulares pelo menos até meados de abril, as demais regiões cafeeiras deverão voltar a receber volumes significativos de chuva a partir da segunda semana de março.”
Apesar desse retorno gradual das chuvas, os volumes previstos para as próximas semanas ainda não serão suficientes para que os níveis de umidade do solo alcancem patamares elevados. “O aumento da umidade no solo será gradual, mas as chuvas previstas ainda não são suficientes para atingir níveis excelentes“, conclui. Dessa forma, os produtores devem continuar atentos às previsões meteorológicas para melhor planejamento das práticas na lavoura.
