Tecnologia diferencia cafés por região e identifica fraudes em poucos segundos

por | fev 25, 2026

Uma tecnologia baseada em espectroscopia no infravermelho próximo (NIR) está permitindo identificar a origem geográfica do café e detectar adulterações de forma rápida, sem uso de reagentes químicos e sem danificar os grãos. A pesquisa é conduzida pela Embrapa Rondônia e está em fase de validação para o setor cafeeiro.

A técnica funciona como uma “impressão digital” química: a interação da luz com os compostos do café gera um espectro que, comparado a bancos de dados e algoritmos, revela a procedência do produto e aponta possíveis misturas ou contaminantes em poucos segundos. Nos testes, foi possível diferenciar cafés robustas amazônicos, inclusive indígenas, de conilons produzidos em outros estados, além de identificar adulterações com milho, soja, casca, borra e até sementes de açaí.

Além de ampliar o combate a fraudes, que ganharam força com a alta dos preços do café, a tecnologia pode fortalecer indicações geográficas, certificações de origem e a valorização de cafés com identidade territorial. A expectativa é que, no futuro, o sistema seja integrado a plataformas digitais, conectando produtores, cooperativas e certificadoras e ampliando a rastreabilidade do café brasileiro.

Foto: Antonio Scarpinetti (SEC)