O abate de bovinos no 3º trimestre de 2024 registrou alta de 15,3% em relação ao mesmo período de 2023 e aumento de 3,9% frente ao 2º trimestre deste ano, alcançando 10,37 milhões de cabeças. Este foi o primeiro trimestre a ultrapassar a marca de dez milhões de bovinos abatidos. Os dados, divulgados hoje, pelo IBGE, indicam um ano de registros na produção pecuária.
“O ano de 2024 caminha para um recorde anual no abate de bovinos. Julho se destacou como o melhor mês da série histórica, iniciada em 1997, com descontos impulsionados por uma boa oferta de animais e preços baixos dos bezerros”, explicou Angela Lordão, gerente da pesquisa.
No trimestre, o abate de fêmeas cresceu 19,6%, enquanto o de machos subiu 12,5%. Este movimento foi impulsionado pela baixa dos preços dos bezerros e pela grande demanda interna e externa. As exportações de carne bovina também atingiram 706,43 mil toneladas, um recorde, com alta de 30,6% em comparação a 2023.
Suínos e frangos também alcançam recordes
O abate de frangos somou 1,62 bilhão de cabeças, um aumento de 2,8% em relação ao 3º trimestre de 2023, marcando um novo recorde trimestral. No caso dos suínos, foram abatidas 14,95 milhões de cabeças, um crescimento de 2,1% no mesmo período. A exportação de carnes suína e de frango segue em alta, com o Brasil consolidando sua posição como maior exportador mundial de carne de frango.
Produção de ovos e aquisição de leite crescem
A produção de ovos alcançou 1,2 bilhão de dúzias, 10,3% acima do registrado no 3º trimestre de 2023. Angela destacou que os ovos são a proteína mais acessível à população, e o aumento da oferta restrita em preços mais baixos. Já a aquisição de leite cru foi de 6,30 bilhões de litros, alta de 7,1% frente ao trimestre anterior, embora 0,3% menor em comparação ao mesmo período de 2023. O preço ao produtor subiu 20,7% no ano, alcançando R$ 2,80 por litro, impulsionado pela menor oferta e maior competição entre as indústrias.
Curtumes refletem aumento no abate de bovinos
A aquisição de couro também cresceu 17,4% no comparativo anual, totalizando 10,55 milhões de peças. “O aumento no abate reflete naturalmente nos números de couro”, explicou Ângela. Os resultados confirmam o impacto positivo da recuperação da oferta de animais e da demanda perdida, consolidando 2024 como um ano de recordes para a produção pecuária brasileira.
