A pecuária de corte desempenha um papel fundamental no agronegócio brasileiro, sendo responsável por empregar milhares de pessoas em todo o país. Segundo Fernando Iglesias, analista de mercado da Safras & Mercado, a avaliação do setor na atual temporada é positiva, especialmente neste segundo semestre do ano, com destaque para o segmento de confinamento.
“O pecuarista brasileiro conseguiu boas margens nesta temporada, principalmente no confinamento, que teve um desempenho fantástico”, destaca Iglesias. O setor continua mostrando resiliência e potencial de crescimento, e a expectativa é de que essa tendência se mantenha em 2025. No entanto, ele ressalta que o próximo ano trará novos desafios que exigirão estratégias mais precisas.
Atenção para os custos e mudanças no mercado de reposição
Um dos pontos de atenção para os pecuaristas em 2025 será o aumento nos custos da atividade, principalmente devido a mudanças nos preços de reposição. “Os custos da atividade tendem a ficar mais altos, então é necessário planejar e adotar estratégias eficazes para manter a rentabilidade no próximo ano”, explica o analista.
Essas mudanças no mercado de reposição demandarão um planejamento mais cuidadoso por parte dos produtores, principalmente com a previsão de um cenário de inversão do ciclo pecuário em 2025, que deve impactar diretamente as dinâmicas de oferta e demanda.
Expectativas para 2025: crescimento com atenção ao ciclo pecuário
Para Iglesias, o ano de 2024 tem sido “interessantíssimo” para o setor, mas 2025 será um ano marcado pela inversão do ciclo pecuário. Essa inversão traz a necessidade de atenção redobrada, pois pode mexer bastante com o mercado, afetando preços e estratégias de produção. “Os pecuaristas precisam estar atentos às mudanças no ciclo e ajustar suas estratégias para continuar crescendo de forma sustentável”, recomenda.
Com o setor aquecido e novas perspectivas de crescimento, a pecuária de corte no Brasil seguirá como um dos pilares do agronegócio, mas exigirá adaptação e estratégia para manter sua competitividade em 2025.
