Produtores que defendem o cultivo veem benefício à vários setores da economia
Decisões judiciais da corte brasileira têm permitido o plantio de maconha por pacientes em tratamento para diversas doenças.
Em São Paulo, por exemplo, uma lei sancionada no início deste ano regulamenta o fornecimento de medicamentos à base de cannabidiol no sistema de saúde. Este cenário já legal no âmbito da medicina abriu precedentes e despertou a expectativa de produtores para o plantio da Cannabis.
Os investidores no assunto, pesquisadores, empresas, celebridades e até mesmo produtores rurais estão de olho nesse potencial e em como fazer da planta um produto do agronegócio ou, até mesmo, uma commodity global.Países mais desenvolvidos tem trabalhado com o termo “cânhamo industrial”, uma das subespécies da cannabis sativa e que, no Brasil, foi popularizada como a maconha.
A planta começou a ser cultivada há pelo menos seis mil anos para a produção de medicamentos, alimentos e fibras. Apenas em 2021, segundo a revista Times, o mercado de cânhamo industrial movimentou US$ 824 milhões nos Estados Unidos e US$ 1,7 bilhão na China. No Brasil, o cânhamo chegou com os portugueses, que usavam a fibra nas velas das embarcações.