A produção vertical de microverdes e alfaces em ambientes controlados já é uma realidade em grandes centros urbanos brasileiros. Um exemplo notável é uma empresa sediada em São Paulo que cultiva essas hortaliças em ambientes fechados, controlando variáveis como temperatura, umidade relativa do ar, concentração de CO2, ventilação, intensidade e qualidade espectral da luz.
De acordo com a Head de PeD e Qualidade da Pink Farms, Isabela Scavacini, esse controle das variáveis ambientais e da nutrição proporciona condições ideais para o cultivo das plantas. “Pelo fato do ambiente ser fechado e controlado, não temos problemas com adversidades climáticas e pragas dentro da nossa produção, levando a maiores produtividades e fornecimento mais constante dos nossos produtos, independente da época do ano”.

A empresa surgiu em 2016, quando os três fundadores observaram a tecnologia que estava sendo desenvolvida principalmente no exterior. Mesmo em lugares que apresentavam certa facilidade de produção vegetal, a tecnologia demonstrava um grande potencial.
A empresa foi fundada em 2016, quando os três fundadores perceberam as inovações tecnológicas em desenvolvimento, principalmente no exterior. Sendo que mesmo em regiões que já tinham alguma facilidade na produção vegetal, a tecnologia revelava um grande potencial. “Na época, as principais vantagens que observamos era a produção muito mais próxima do local de consumo, e com inúmeros ganhos de sustentabilidade, qualidade do produto, entre outros. Assim, começamos desenvolvendo a tecnologia dentro da empresa e fomos cada vez mais alcançando melhores resultados. Com o tempo, fomos estruturando as áreas da empresa até ela se tornar o que é hoje”, explica Isabela Scavacini.

As mudanças climáticas têm evidenciado a vulnerabilidade da agricultura tradicional diante de eventos climáticos imprevisíveis e extremos. A expectativa é que esse novo modelo de produção vertical ganhe destaque como uma alternativa inovadora e sustentável para contornar as consequências das mudanças no clima.
“A expectativa é que esse tipo de sistema de cultivo em fazendas verticais cresça no Brasil e afora, principalmente devido ao aquecimento global, o qual vem gerado muitas adversidades climáticas como tempestades que destroem lavouras, períodos de estiagem e temperaturas extremas que acarretam em baixas produtividades ou até mesmo impossibilidade de cultivo”, apontou a Head Isabela.
As fazendas verticais surgem, assim, como uma promissora alternativa, não apenas adaptando-se aos desafios climáticos, mas também contribuindo para a construção de sistemas agrícolas mais resilientes e ecologicamente conscientes. A expectativa é que essas inovações continuem a se expandir, transformando a maneira como produzimos alimentos em um mundo em constante mudança.
