Exportações recordes e arroba em queda: entenda os movimentos do mercado

por | maio 16, 2025

Mesmo com o recente acordo entre Estados Unidos e China, o Brasil deve bater recorde de exportação de carne bovina em 2025. A análise é de Fernando Iglesias, especialista da consultoria Safras & Mercado, que também comenta a pressão de baixa sobre a arroba do boi gordo neste início de maio e destaca a importância da diversificação de destinos da proteína bovina.

Brasil mantém liderança nas exportações de carne bovina

De acordo com Fernando Iglesias, o novo acordo entre Estados Unidos e China não representa uma ameaça imediata à posição do Brasil como principal fornecedor de carne bovina para o gigante asiático. “Apesar de o acordo ter sido firmado, ainda existem cerca de 390 frigoríficos norte-americanos sem o credenciamento renovado para exportar à China. Enquanto isso não muda, o Brasil segue dominando esse mercado”, explica o analista.

Com isso, a tendência é de um novo recorde nas exportações brasileiras de carne bovina nesta temporada, consolidando o país como protagonista no comércio global do setor.

Diversificação de mercados: entrada na Tailândia é positiva

Além da manutenção das vendas à China, o Brasil segue abrindo novos mercados, como a Tailândia, o que ajuda a reduzir a dependência de um único destino. “Quanto mais mercados o Brasil abrir, melhor. A diversificação traz mais segurança ao setor, dá maior equilíbrio às vendas e fortalece nossa posição global”, pontua Iglesias.

Queda na arroba: movimento sazonal e aumento da oferta

No cenário interno, o preço da arroba do boi gordo apresenta pressão de baixa neste início de maio, o que segundo o especialista, é um comportamento típico da sazonalidade do mercado neste período do ano. “Com as escalas de abate bem posicionadas e uma oferta elevada de fêmeas, o movimento natural é de queda. A expectativa é que os preços continuem em declínio ao longo do mês”, afirma.

Essa maior oferta de animais para abate, especialmente de fêmeas, contribui para que os frigoríficos consigam manter as escalas ajustadas, o que reforça o cenário de desvalorização da arroba.