Muito se fala sobre o sucesso do Agro no Produto Interno Brasileiro (PIB), mas os riscos também têm sido pautados em relação ao clima para o agronegócio neste ano.
De acordo com uma entrevista do pesquisador Alexandre Rangel, da empresa EY, ao Brazil Journal, o pesquisador alertou para os riscos a serem enfrentados pelo agronegócio brasileiro em 2023, devido às ameaças relacionadas ao clima.
A pesquisa da EY revelou que o clima aparece em primeiro no ranking de fatores de risco a serem levados em consideração. A partir da informação da empresa de consultoria, no mesmo levantamento, 47% dos executivos e investidores no setor agrícola no Brasil, Argentina e Chile consideraram seus investimentos com base em riscos climáticos.
As mudanças climáticas foram identificadas como o principal risco e, para Rangel, não é para menos. ” A gente tem visto a situação climática no sul do Brasil com a seca, geadas fora de época, e chuvas fora de época e isso influencia na decisão de investimento nos negócios”, afirma.
Para Rangel, o outro lado desse item apontado como risco também pode ser encarado como uma oportunidade. A questão do ESG, sigla que faz com que as empresas tenham setores estratégicos para governança sustentável em meio ambiente e no social, em relação à economia de carbono, na visão do pesquisador acaba uma oportunidade de investimento.