Chuvas não aliviam e déficit hídrico ainda preocupa cafeicultura

por | set 27, 2024

As poucas chuvas registradas nas últimas semanas de setembro não foram suficientes para aliviar o cenário das lavouras de café. Nas regiões produtoras de Minas Gerais e no interior de São Paulo, o déficit hídrico tem gerado séria preocupação entre os cafeicultores.

As altas temperaturas, somadas à ausência de chuvas nessas regiões, podem impactar fortemente o próximo ciclo produtivo da cafeicultura brasileira. Esse mesmo déficit hídrico também foi observado em outras regiões, como Espírito Santo e Rondônia.

Gráfico: Fundação Procafé 

O último levantamento da Fundação Procafé destacou que o déficit hídrico na região de Varginha, no Sul de Minas Gerais, chegou a 185 milímetros. As chuvas das últimas semanas de setembro atingiram um volume de apenas 10 mm. Paralelamente, a região também foi impactada pelas altas temperaturas, que, ao longo do mês de setembro, ficaram 3,5°C acima da média.

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A Fundação Procafé também detalhou, em seu último levantamento, como a evapotranspiração tem colaborado para esse déficit hídrico. Vale lembrar que a evapotranspiração é o processo que soma a quantidade de água que evapora da superfície do solo e da água que as plantas perdem por transpiração. Na região de Varginha, o volume perdido já chega a 87 mm, com a expectativa de que atinja 120 mm em outubro.

Para os pesquisadores da fundação, o déficit segue sendo alarmante para os produtores. “Se não chover muito, poderemos ter um recorde de déficit hídrico. Em fase de pré-florada, esse deve ser o déficit hídrico recorde”, destacou Alysson Fagundes, pesquisador da Fundação Procafé.