O clima é um dos principais fatores que influenciam a cafeicultura. Com o ano passado marcado pelo El Niño e agora a chegada da La Niña, a preocupação surge entre os produtores.
José Marcos Magalhães, presidente da cooperativa Minasul, ressalta que no agronegócio estão acostumados a lidar com esses desafios climáticos. “Estamos esperando, então temos que mitigar esse risco. No caso do El Niño, já passamos pelo período de maior preocupação. Tínhamos a preocupação com um veranico em janeiro, que não aconteceu, então isso ajudou bastante nossa cultura principal, que é o café’.
Quanto à La Niña, ela ainda é uma possibilidade. José Marcos explica que é necessário estar preparado para essa eventualidade, que ainda não se efetivou. “Por enquanto, a preocupação é resolver os problemas desta safra e se preparar para a próxima, para depois pensar no que pode acontecer.”
Além disso, segundo o presidente da Minasul, com presença em 252 municípios de Minas Gerais, apesar das dificuldades em algumas regiões, as chuvas abundantes de janeiro e fevereiro estão proporcionando uma perspectiva de safra razoável. “Já está confirmado um aumento de 10% a 15% em relação ao ano passado, o que certamente vai aliviar um pouco mais a situação para nossos produtores. Além dessa safra melhor, nós vamos, com certeza, registrar uma produtividade melhor no total, algumas áreas menores, mas a maioria com uma produtividade maior.”
Outro fator positivo é o preço dos insumos, que está bastante razoável, facilitando a troca do café por esses insumos. “Temos boas expectativas. Não é aquela safra que às vezes é prejudicada por questões comerciais, mas é uma safra, com certeza, melhor do que a do ano passado”, explicou José Marcos.
Com o cenário favorável tanto em termos climáticos quanto de mercado, a perspectiva é de uma safra promissora para a cafeicultura.
