O Brasil e o Vietnã oficializaram um Plano de Ação para a Implementação da Parceria Estratégica entre os dois países, consolidando um novo patamar nas relações bilaterais. Entre as diversas medidas estabelecidas, destaca-se a abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira. O acordo foi firmado na capital Hanói, durante um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo vietnamita, Luong Cuong.
Expansão do mercado de carne bovina
Com o novo acordo, o Brasil ganha acesso ao mercado vietnamita de carne bovina, um passo importante para fortalecer sua presença na Ásia. Segundo Lula, essa abertura não apenas impulsiona as exportações, mas também pode atrair investimentos de frigoríficos brasileiros que desejam transformar o Vietnã em uma plataforma estratégica para exportação no Sudeste Asiático.
Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), que acompanha a comitiva brasileira no Vietnã, projeta que o Brasil poderá exportar cerca de 300 mil toneladas de carne bovina ao país asiático. Ele ressalta que essa expansão é essencial para diversificar os destinos da produção nacional, garantindo o abastecimento interno e ampliando a geração de renda com as exportações.
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Possibilidades de novos mercados
Antes de visitar o Vietnã, a delegação brasileira esteve no Japão, onde também discutiu a possibilidade de exportar carne bovina para o mercado japonês. Perosa demonstrou otimismo quanto às avaliações do governo japonês, que podem abrir um mercado altamente valorizado para o produto brasileiro.
“Estamos confiantes de que essas verificações ocorrerão em breve, permitindo ao Brasil acesso a um dos mercados mais exigentes e rentáveis da Ásia“, afirmou.
O presidente da ABIEC também destacou a importância da missão internacional para consolidar a presença do Brasil no comércio global de carnes. “A carne bovina brasileira está alcançando novos territórios, trazendo mais renda para os produtores, indústrias e contribuindo diretamente para o equilíbrio da balança comercial do país. Esse é um momento estratégico para a nossa pecuária“, concluiu.
