Vamos ao que foi notícia envolvendo o agro e apolítica nesta semana? Na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, junto de lideranças políticas e entidades, a produção de tabaco foi colocada em pauta. O objetivo da discussão, foi assegurar compromisso do Brasil na defesa do setor durante a 10ª Conferência das Partes – COP 10, que acontece este ano, no mês de novembro, no Panamá. Na ocasião os deputados discutiram a relevância da matéria-prima como fonte renda e dignidade para muito famílias no campo, contabilizando mais de 140 mil trabalhadores, em uma produção que tem a média de mais de 600 mil toneladas ano.
Ainda no cenário político, o presidente Lula defendeu os argumentos de racionalidade com as políticas agrícolas e ambientais. Segundo ele, o governo não trabalha para agradar setores, mas para criar condições de trabalho para todos os brasileiros, inclusive o agronegócio. Lula falou que o setor foi muito beneficiado em seus governos anteriores, com recursos e condições de crédito.
“Eu tenho noção do que nós fizemos, eu tenho noção que o problema deles conosco é ideológico, não é um problema de dinheiro a mais no Plano Safra. Nós vamos fazer um bom Plano Safra porque nós queremos que a agricultura brasileira continue produzindo, continue plantando cada vez mais para continuarmos exportando cada vez mais”, disse. “O que está em jogo é a gente recuperar a capacidade produtiva desse país e aumentar essa capacidade produtiva sem desmatamento e sem queimada na Amazônia”, acrescentou. A fala do presidente ocorreu durante entrevistas no estado de Goiás.
Já no Senado Federal, os parlamentares se preparam para na próxima terça-feira, avançar com as discussões sobre o arcabouço fiscal. O projeto será submetido à análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, em seguida, seguirá diretamente para votação no plenário. Vale destacar que o texto base do novo marco fiscal, conhecido como arcabouço fiscal, recebeu aprovação do plenário da Câmara dos Deputados no último dia 23. O mérito da proposta, que representa sua essência, obteve expressivos 372 votos favoráveis, apenas 108 contrários e uma abstenção.
Mas precisamos destacar, que ainda no senado o relator do projeto, senador Omar Aziz (PSD-AM), confirmou, que vai retirar dos limites de gastos do novo Marco Fiscal as despesas com o Fundeb, o Fundo Nacional de Manutenção e de Valorização dos Profissionais da Educação. Também será excluída do relatório a nova forma de cálculo para o pagamento do Fundo Constitucional do Distrito Federal, que foi incluída pela Câmara dos Deputados.
