Abril inicia com temperaturas elevadas no Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, caracterizando uma onda de calor, e deve terminar com queda acentuada do termômetro nessas regiões, além de partes do Sudeste e do Centro-Oeste. No restante do país, as temperaturas devem ficar próximas da média histórica para o mês.
O mês marca a transição climática entre o período quente e úmido do verão e o clima mais seco e ameno do outono. No extremo norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provoca chuvas frequentes e volumosas, especialmente no Norte e no Nordeste, onde também começa o período mais chuvoso na costa leste.
Sistemas de alta pressão atmosférica vão predominar sobre o país, reduzindo a umidade e dificultando a entrada de frentes frias no interior. Já os ventos marítimos devem contribuir para o aumento da nebulosidade e da chuva ao longo do litoral leste do Nordeste. A previsão indica que a maioria das frentes frias de abril deve passar próxima à costa do Sul e do Sudeste, mantendo o ar frio sobre o oceano até a chegada de uma frente mais intensa no fim do mês, capaz de provocar queda de temperatura no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Em relação às chuvas, abril deve apresentar volumes acima da média no Nordeste e parte do Tocantins. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a precipitação deve ficar dentro ou abaixo da média, com destaque para o norte do Maranhão, áreas do norte e oeste de Mato Grosso, oeste de Mato Grosso do Sul e regiões do oeste da região Sul, que devem registrar chuva abaixo do normal.
Para os produtores, o mês traz atenção ao calor inicial, que pode impactar lavouras sensíveis, e à possível queda de temperatura no final de abril, especialmente no Sul e Sudeste, que pode afetar culturas em desenvolvimento. As chuvas frequentes no Norte e Nordeste devem favorecer o plantio, enquanto a seca em grande parte do Centro-Oeste e do Sul exige monitoramento da irrigação e manejo do solo.
