O mercado do boi gordo iniciou fevereiro com preços ligeiramente acima dos registrados em janeiro, segundo levantamentos do Cepea. Após um mês marcado por pequenas oscilações frente a dezembro de 2025, as médias parciais de fevereiro já indicam avanço nas cotações.
Demanda interna e exportações sustentam mercado
Ao longo de janeiro, os preços foram sustentados pelo bom desempenho das vendas no mercado interno e pelo forte avanço das exportações brasileiras de carne bovina. Dados parciais da Secex mostram que os embarques de carne in natura em janeiro de 2026 já superam os volumes de janeiro do ano passado, quando as exportações haviam sido recordes para o mês.
Esse cenário de demanda aquecida ajudou a manter o mercado firme, mesmo com um consumo interno ainda sensível a fatores sazonais.
Oferta segue restrita com recuperação das pastagens
Do lado da oferta, as chuvas registradas em janeiro favoreceram a recuperação das pastagens em diversas regiões, permitindo que os pecuaristas segurassem os animais no pasto por mais tempo. Com isso, a disponibilidade de bovinos para abate permaneceu limitada, mantendo o mercado físico ajustado.
As escalas de abate continuaram curtas ao longo de janeiro, variando entre 3 e 10 dias, o que reforçou o equilíbrio apertado entre oferta e demanda.
Compradores cedem mais em fevereiro
Com a oferta ainda restrita no início de fevereiro, os frigoríficos passaram a correr mais atrás da matéria-prima, sendo obrigados a ofertar preços mais elevados para completar as escalas de abate. Esse movimento explica a elevação das médias neste começo de mês e reforça a tendência de firmeza no curto prazo.
