O mercado pecuário brasileiro encerrou o mês de janeiro com negócios e preços firmes, sustentados principalmente pela oferta restrita de animais prontos para abate, segundo dados do Cepea.
Em diversas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, foram registrados reajustes positivos nas cotações, impulsionados pela necessidade dos frigoríficos em completar as escalas de abate. Diante desse cenário, compradores têm sido obrigados a aceitar os valores pedidos pelos pecuaristas, fortalecendo o viés de alta no mercado do boi gordo.
Preços em São Paulo seguem valorizados
No estado de São Paulo, os levantamentos do Cepea indicam que os negócios têm ocorrido, majoritariamente, em um intervalo entre R$ 325 e R$ 330, refletindo a firmeza das negociações e a baixa disponibilidade de oferta no curto prazo.
A restrição de animais no mercado físico segue como o principal fator de sustentação dos preços, mantendo o poder de barganha nas mãos do vendedor.
Atacado sente pressão do consumo
Apesar da valorização no mercado do boi gordo, o atacado de carne com osso na Grande São Paulo apresentou sinais de enfraquecimento ao longo do período. De acordo com o Cepea, os cortes que vinham registrando altas passaram a perder força, refletindo o menor poder de compra do consumidor.
Esse movimento está associado ao fim de mês e ao período de pagamento de tributos, como o IPVA, que tradicionalmente reduz a disponibilidade de renda das famílias e limita o consumo de proteínas de maior valor.
Tendência segue positiva no curto prazo
Mesmo com a pressão pontual no atacado, o mercado do boi gordo segue com tendência de alta no curto prazo, sustentada pelo equilíbrio apertado entre oferta e demanda. A expectativa é de que, enquanto a disponibilidade de animais permanecer restrita, os preços continuem firmes nas principais praças pecuárias do país.
