Agronegócio brasileiro: balanço de 2024 e perspectivas para 2025

por | dez 20, 2024

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta um crescimento de até 5% para o PIB do agronegócio em 2025. No entanto, desafios econômicos e políticos, tanto internos quanto externos, podem afetar os produtores. Entre os principais obstáculos estão o aumento dos custos de produção, a alta do câmbio, a inflação e a taxa Selic elevada. O setor também enfrenta desafios relacionados à política fiscal e às sanções internacionais, como a Lei Antidesmatamento da União Europeia.

Em 2024, o agronegócio apresentou sinais de recuperação, com o PIB do setor crescendo até 2%, após um período de retração. Esse desempenho foi impulsionado pela recuperação nos preços das commodities, especialmente na bovinocultura de corte. Porém, o cenário econômico foi desafiador, com a elevação da taxa Selic e o impacto da inflação, que superou o teto da meta.

O comércio internacional se manteve estável, com as exportações totais do setor somando US$ 152,6 bilhões até novembro, uma leve queda de 0,3% em relação ao ano anterior. A expectativa é que esse valor alcance US$ 166 bilhões até o final do ano, mantendo a participação do agronegócio nas exportações brasileiras em torno de 49%.

Para 2025, a CNA destaca que a recuperação do setor dependerá da continuidade do crescimento na produção agrícola, com ênfase nos grãos. O fortalecimento da agroindústria exportadora e da indústria de insumos também será essencial. A política agrícola brasileira enfrentará um ano desafiador, com um orçamento insuficiente para o seguro rural, diante da demanda crescente. Contudo, a expectativa é que novas alternativas, como o Projeto de Lei 2.951/2024, ajudem a modernizar o setor e garantir a sustentabilidade econômica, considerando os elevados custos.

A adaptação às novas exigências do mercado, com foco na gestão de riscos e no fortalecimento do financiamento, será crucial para garantir a continuidade do crescimento do agronegócio no próximo ano.