O aumento em setembro foi impulsionado principalmente pelos custos com Mão de Obra, que cresceram 3,7%, e com Concentrado, que aumentaram 3,5%. Devido ao peso relativo desses itens e ao aumento significativo de cada um, a inflação dos custos de produção no mês foi bastante impactada. A ausência de chuvas também contribuiu para o alto no preço dos concentrados, pois houve um aumento na demanda para a alimentação do rebanho.
Outros grupos de insumos apresentaram variações menores em setembro, como Volumosos (0,5%) e Minerais (0,3%). Em contrapartida, houve uma queda nos custos de Energia e combustível (-2,9%), Qualidade do leite (-1,0%) e Sanidade e reprodução (-0,3%), sendo que Energia e combustível, em particular , havia sido um dos principais responsáveis pela inflação no mês anterior.
Ao longo dos primeiros meses de nove de 2024, os preços dos insumos demonstraram volatilidade significativa, com oscilações monetárias tanto positivas quanto negativas. No entanto, a variação acumulada foi moderada, atingindo apenas 0,5%. O grupo Concentrado, que teve uma forte queda nos preços no início do ano e nos meses subsequentes, acumulou uma redução de -8,5%, devido principalmente à diminuição dos preços de milho, soja, algodão e outros. Outro grupo que apresentou deflação no período foi o de Qualidade do leite, com -5,7%.
Por outro lado, cinco grupos de custos registraram inflação ao longo dos nove primeiros meses do ano. O grupo Energia e combustível acumulou uma alta de 12,7%, seguido por Mão de Obra, com 9,6%. O grupo Volumosos registrou um aumento de 5,5%, enquanto que Sanidade e reprodução e Minerais tiveram variações.
Os dados do ICPLeite/Embrapa para 2024 mostram um cenário de oscilações nos custos de insumos, com períodos de alta e de baixa, destacando a influência de fatores como clima e variações de mercado nos preços dos insumos essenciais para a produção de leite.
