O mês de dezembro poderá ser marcado por chuvas mais frequentes na parte central do país. De acordo com o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, a previsão é que, com a passagem mais regular de frentes frias, não ocorram mais longos períodos de temperaturas extremas, como aconteceu em outubro e novembro deste ano. Além disso, a tendência é que o fenômeno El Niño atinja seu pico entre dezembro e janeiro.
Na região Centro-Oeste, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos meses, com altas temperaturas e ausência de chuvas, a previsão é diferente. “A previsão é que o Centro-Oeste tenha chuvas mais regulares ao longo dos próximos 90 dias. Dificilmente ocorrerão longos períodos de estiagem, ou seja, períodos maiores do que 10 dias. E as temperaturas deverão seguir dentro da média”, informou o agrometeorologista.
Já nas regiões cafeeiras, como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Espírito Santo e Rondônia, dezembro também será marcado por chuvas mais frequentes, porém ainda com volumes irregulares, o que pode causar prejuízos e atraso nas safras.
Ainda segundo o agrometeorologista da Rural Clima, no Sul as chuvas poderão dar uma trégua, mas ainda assim com altos volumes. “Com a volta das chuvas mais frequentes sobre a região centro-norte do Brasil, a tendência é que ocorram períodos maiores de tempo aberto. No entanto, as chuvas que estão sendo previstas ainda continuarão sendo de altos volumes”, explicou.
